sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O fio e o tempo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Vento frio, sangue quente.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Eu viajo nessa onda.
Por mais louca que pareça.
domingo, 12 de outubro de 2008
Do lado da crise: a rotina inabalável.

Num mundo onde a desigualdade é um abismo intransponível entre repartições da sociedade, talvez estejamos sendo testemunhas oculares de uma mudança que há tanto desejamos. Estudos do IPEA indicam que 10% dos mais ricos da população brasileira detêm cerca de 50% da renda total do país e os 50% mais pobres movimentam cerca de 10% da renda nacional. Partindo-se deste pressuposto, amigo, se você estiver confortável na sua casa, com acesso a internet, tem o que comer e sobrevive com o que tem, fique feliz; mas não deixe de revoltar-se com a pobreza ao lado.
Que o Brasil é assim, qualquer um sabe. Qualquer um engole sapo por aqui, vez ou outra. Em qualquer parte do globo, as classes oprimidas são tratadas de forma paliativa. "Para quê dar-lhes educação? Devemos manter a estabilidade social!" Diriam os adeptos do estado totalitário policial de Orwell, em 1984. Pois é justamento isso o quê está acontecendo. Certo dia, acabei lendo em algum lugar (que agora não me lembro onde), uma frase interessante: "Quando penso que Deus é justo, temo pelo minha espécie"; talvez ela se encaixe bem no ensejo. O egoísmo de meia dúzia de cabeças destroem a esperança de milhões de cidadãos.
Paralelo ao fato supracitato, um detalhe paira, imperceptível, para os que se acham que nada têm a ver com os problemas da sociedade:
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Temporada aberta: ponham seus narizes de palhaço!

Já colocou seu nariz de palhaço, eleitor? Se não, cuide em fazê-lo.
Começou a corrida pela compra de votos, pelo tráfico de influência e pela enganação massiva. Deu-se início a caminhada pelos cargos de prefeito e vereador dos muninípios brasileiros. De fato, devem existir políticos que implementam políticas públicas eficientes, mas não são regra e sim exceções, por isso mesmo não trato deles. Nos próximos três meses, aproximadamente, iremos ouvir àquelas propagandas chatas que ficam circulando por nossas casas, invadindo nossa mente e nos convidando a votar. Irão circular aqueles "santinhos" com uma primorosa arte de photoshop. Companheiros, o termo "santinho" merece um longo texto e uma boa risada. De qualquer forma, a falsa democracia em que vivemos vai ficar mais evidente.
Na noite de hoje, assisti a um debate entre os candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo. Com cerca de 12 milhões de habitantes, São Paulo é a maior cidade do país e, por ela, brilham os olhos de alguns políticos legais. Companheiros, sinceramente, eu ri! Bastante. Pelos menos numa coisa eles parecem comigo: são tão irônicos uns com os outros...
Figurinhas repetidas de álbuns velhos e versões antigas remontam versões novas de uma história que parece se repetir nos próximos anos. Não se confunda. O trocadilho é de péssimo gosto, mas eu ando aprendendo isso ao ouvir uns políticos. Paulo Maluf, com sua oratória descolada, anuncia obras messiânicas (que ele já fez, é lógico, e que estariam por vir). Soninha, uma mulher bonita, diz que foi de bicicleta ao debate e pedalou por cerca de 9 quilômetros. Outro candidato que não me recordo o nome ficou um pouco nervoso. O Geraldo está ficando careca de promessas feitas. E eu, que mandava ver numa barra de chocolate no momento, assistia a tudo atento.
Fiquei ainda mais convicto de minhas decisões políticas.
Não passam de parasitas! Falsos usurpadores do poder e aproveitadores! Acabam mamando em todas as tetas da vaquinha do governo. Bebem todo o leite e não deixam nada para nós, idiotas e passivos. Malditos sejam esses falsos moralistas!
A temporada de caça aos idiotas está aberta. Você é alvo, eu sou alvo.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Eu queria ter nascido burro.

Sucede que nos últimos dias eu conquistei minha emancipação política. Decretei feriado até! Eu já entendo o mundo. É uma lástima que o inverso não seja tão verdadeiro quanto. É interessante saber que todos somos a soma do que nos rodeia. Até por isso mesmo, mudei minhas concepções sobre os que a sociedade julgam marginalizados: bandidos, corruptos e assassinos. A impotência que assola aos animais não é mais a sexual. Fico abestalhado em admirar tudo que há nesse imundo - mil perdões -, quiz dizer mundo.
Leitor, eu queria ter nascido burro. Desculpem a falta de modéstia. Mas burro não sofre: ele não nota as linhas tortas do girar da terra, ele vê ainda mais beleza, ainda mais cores, outros tons e sintonias. Eu queria a esta hora da madrugada apresentar-me bêbado e sem condições de saber que existe futuro e que, de maneira incrível, ele se apresenta não na minha frente, mas correndo atrás de mim com suas garras afiadas esperando uma queda nessa correria toda.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Somos feitos de palavras!


O meu copo está transbordando há tempo.

Chega!