
Num mundo onde a desigualdade é um abismo intransponível entre repartições da sociedade, talvez estejamos sendo testemunhas oculares de uma mudança que há tanto desejamos. Estudos do IPEA indicam que 10% dos mais ricos da população brasileira detêm cerca de 50% da renda total do país e os 50% mais pobres movimentam cerca de 10% da renda nacional. Partindo-se deste pressuposto, amigo, se você estiver confortável na sua casa, com acesso a internet, tem o que comer e sobrevive com o que tem, fique feliz; mas não deixe de revoltar-se com a pobreza ao lado.
Que o Brasil é assim, qualquer um sabe. Qualquer um engole sapo por aqui, vez ou outra. Em qualquer parte do globo, as classes oprimidas são tratadas de forma paliativa. "Para quê dar-lhes educação? Devemos manter a estabilidade social!" Diriam os adeptos do estado totalitário policial de Orwell, em 1984. Pois é justamento isso o quê está acontecendo. Certo dia, acabei lendo em algum lugar (que agora não me lembro onde), uma frase interessante: "Quando penso que Deus é justo, temo pelo minha espécie"; talvez ela se encaixe bem no ensejo. O egoísmo de meia dúzia de cabeças destroem a esperança de milhões de cidadãos.
Paralelo ao fato supracitato, um detalhe paira, imperceptível, para os que se acham que nada têm a ver com os problemas da sociedade: