domingo, 12 de outubro de 2008

Do lado da crise: a rotina inabalável.

Está longe de ser demagogia ou hipocrisia. É muita grana. Nos últimos dias, o modo de produção capitalista tem sofrido grandes perdas. O sistema está febril e à beira de um colapso. Governos estão injetando dinheiro para que sejam salvos grandes bancos de diversos países. Os principais mercados de ações apresentam quedas cumulativas há vários dias (como sabemos, toda essa perda nas bolsas serão revertidades para nós - consumidores indefesos e bobos). Grandes investidores estão perdendo dinheiro. Espera aí. Leram bem isso?!



Num mundo onde a desigualdade é um abismo intransponível entre repartições da sociedade, talvez estejamos sendo testemunhas oculares de uma mudança que há tanto desejamos. Estudos do IPEA indicam que 10% dos mais ricos da população brasileira detêm cerca de 50% da renda total do país e os 50% mais pobres movimentam cerca de 10% da renda nacional. Partindo-se deste pressuposto, amigo, se você estiver confortável na sua casa, com acesso a internet, tem o que comer e sobrevive com o que tem, fique feliz; mas não deixe de revoltar-se com a pobreza ao lado.

Que o Brasil é assim, qualquer um sabe. Qualquer um engole sapo por aqui, vez ou outra. Em qualquer parte do globo, as classes oprimidas são tratadas de forma paliativa. "Para quê dar-lhes educação? Devemos manter a estabilidade social!" Diriam os adeptos do estado totalitário policial de Orwell, em 1984. Pois é justamento isso o quê está acontecendo. Certo dia, acabei lendo em algum lugar (que agora não me lembro onde), uma frase interessante: "Quando penso que Deus é justo, temo pelo minha espécie"; talvez ela se encaixe bem no ensejo. O egoísmo de meia dúzia de cabeças destroem a esperança de milhões de cidadãos.


Paralelo ao fato supracitato, um detalhe paira, imperceptível, para os que se acham que nada têm a ver com os problemas da sociedade: