quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Vento frio, sangue quente.


Aquela era uma noite normal: a cidade dormia, apesar dos barulhos das derrapagens e dos tiros de bala. Mas, longe do sono atrapalhado, o campo dormia sem nenhum som, senão o da fauna local - com todos aqueles grilos e cigarras. Um bom local para se descansar, entretanto, nada tão seguro. Mas aquele casal queria a liberdade, eles queriam anarquizar geral. Nesse dia, o céu estava baixo. Estrelas pareciam cair de tão próximas e a lua conspirava contra a sorte dos dois. Não se ouviu muita coisa nem se viu. Só o assovio da lâmina - naquele vento frio que passava pelo cume do monte. Em seguida, o jato vermelho. Os gritos estridentes só de um, porque o outro nem os olhos conseguia manter abertos. Mas já era tarde. O serviço acabara de se dá por consumado. Mais um. O único rastro é o cheiro de sangue fresco e os rostos que - por mais pálidos que estivessem - ainda apresentavam fácies de horror e medo. O céu continuara baixo, como as pálpebras do belo casal.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eu viajo nessa onda.

Pra descomplicar um pouco, é melhor respirar novos ares. Escutar músicas. Não dessas que a gente ouve nas paradas de sucesso, mas aquelas que nasceram há dez mil anos atrás. A música de antes é mais palpável, mais tocante. Pudera... Primeiro pelo som ranhento do toca discos velho, segundo pela densidade da letra...





Por mais louca que pareça.