sexta-feira, 2 de maio de 2008

Somos feitos de palavras!

Caro leitor, é numa das minhas madrugadas que escrevo mais estas sandices. De repente, sem motivos especiais, me vem uma vontade de escrever. Como sempre: ao som de um bom som.







Pois bem, traço estas linhas para falar da nossa limitação dentro de nós mesmos. Experimente fazer uns pequenos versos. Sinceros. O que deveras vier ao teu coração. E, depois, mostre a algumas pessoas. Se você for como mais um dos seis bilhões de homens e mulheres que, aproximadamente, enchem a terra de incertezas, sentirá um leve desconforto... Talvez um rugor até que te acostumes ao ofício (Que eu não esteja sendo exagerado).



Sim! Sinto-me desconfortável em mostrar, aqui, minhas opiniões.



Volto ao que quero falar.


Tenho uma teoria para isso. Acho que somos feitos de palavras.

Observe bem as pessoas. Todas elas tiveram seus rumos mudados por palavras bem ou mal colocadas aqui ou aculá. Inclusive você. Todos nós somos sensíveis a elas. Palavras para brincar, pedir desculpas, de amor, com urgência, doentias... Ora! CUIDADO!


Amigo, talvez estejas pensando que estas linhas são meramente à respeito das palavras. Mas, nelas, guardo sentimentos que não me cabem extravasar mais. Esta crônica é, simplesmente, um desabafo de que convém dizer que com as palavras não se brinca. Ela nos chega às entranhas e, lá, espalha seus tétricos sentimentos. Porque elas ficam. Irradiam-se. E, o mais interessante, é que elas emitem ondas reflexas na maioria dos casos. As palavras estão em guerra!



Até acho que seria melhor eu não ter escrito isto.





Mas nós não cabemos em nós mesmos.



Nós transbordamos.



A vida é como um copo d'água em baixo de uma torneira ligada. O copo vai enchendo. O que transborda é sentimento. E, como mostro aqui, os meus sentimentos estão sendo expostos nesse pequeno texto. Daí o desconforto. Estamos desprotegidos quando usamos as palavras para que os outros leiam. Ficamos nus. Cada corte fica exposto em carne viva. E, cá pra nós, estes cortes teimam em esconder-se. Nos moemos por dentro.


O meu copo está transbordando há tempo.






Chega!


6 comentários:

Thay disse...

Joaaaão!!!
massa o texto pow.. realmente sua teoria ate q faz sentidoo!!
asuhasuhushas..
as palavras fazem parte da nossa vida.. em tds os aspectos!!
faz maiiis textoooos!!
asuahsuahsuhasuh
bjoooos

Unknown disse...

João, volto a falar!!!
vc sabe escrever!!!!
beiiijos.

MisteriosDelFuego disse...

Belíssimo texto GUT... e como comentado...

eis o meu blog!
(minha prosopopéia flácida não chega aos pés da tua maaas... um dia eu chego lá!)

:p

(L)

Lis disse...

http://palavraseacoes.blogspot.com/
este ser...

mariane disse...

muito bom!!!
falou de coisas que sempre pensei, mas que nunca exteriorizei, talvez esteja na hora!

Unknown disse...

Realmente João!
A palavra é força e essência, sentimento... principalmente para aqueles que só tem como chance nela acreditar.
Mas acho q esse valor tem sido perdido ao longo do tempo nessa sociedade de aparências onde o que vale msm é a palavra carimbada no cartório!


Adorei o texto Jonh!!!
bjocas
;***