Um papel em branco fica a me desafiar. Colocar a mão à pena, mas com quais fundamentos? Parece que todo o tempo, o tempo todo, estou mentindo. Afinal de contas, tudo é tão passageiro que o feitio de agora torna-se inutilizável minuto após.
Eu canso disso tudo. No entanto, é preciso admitir que me vem à tona boas risadas com as boas asneiras que me saem. Passaram-se horas. Passou outra. A gente nessa vidinha de sempre: sem risco. É preciso arriscar. Sentir o veneno doce do perigo correr por perto. Entrando na corrente sanguínea, acelerando o batimento. Apertando o nó que nasce no momento e sempre desfaz-se no final.
Tudo é tão fácil. Eu aqui rindo de tudo, mas, do outro lado da rua, tem sempre alguém com o nervo fervendo. Coisas bobas.
Sabe, eu canso de escrever o que não entendo. Parece que meu cérebro anda parindo órfãos. Caso entenda, mande-me um toque.
Toque-me.
Um comentário:
Meu amor, você é um artista! Que lindo! =)
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